Um artigo do Fundo Monetário Internacional afirma que impostos sobre produtos nocivos devem refletir o grau de dano que causam.
Autor: Alexandro Lucian
Danbee Kang, Seung-Hyun Lee, Jae-Hyung Roh, Kyung-Soo Kim e Sang-Min Park
“Entre fumantes que passaram por intervenção coronária percutânea, a migração para cigarros eletrônicos ou a cessação completa do tabagismo foi associada a um menor risco de eventos cardiovasculares adversos em comparação com continuar fumando.”
Brasil tinha menos fumantes que a Nova Zelândia em 2011. Hoje tem 11,6% e vê alta. A NZ caiu para 6,8% após adotar redução de danos e regulação de alternativas para o consumo de nicotina com risco reduzido.
Relatório da agência francesa confirma que vapes são muito menos nocivos que cigarros. Enquanto a França avança na regulação baseada em risco, o Brasil mantém uma proibição que não resolveu o problema.
Saches de nicotina começam a chegar ao Brasil e reacendem o debate sobre riscos e regulação. Entenda o que diz a ciência e por que a diferenciação de produtos é central para a política pública.
Duas iniciativas recentes evidenciam que não há consenso dentro do próprio Ministério Público Federal sobre como lidar com os cigarros eletrônicos no Brasil.
Lindsay Reese, Elliott H. McDowell, Brian Erkkila, Tryggve Ljung
“Os padrões de uso entre os primeiros adotantes de bolsas de nicotina da marca ZYN™ indicam que as bolsas de nicotina podem ser substitutos aceitáveis para outros produtos de tabaco e/ou nicotina, particularmente cigarros e tabaco sem fumaça oral.”
Um fenômeno novo, cientistas estão encontrando boas notícias, mas trazendo conclusões negativas ou se recusando a comentar sobre temas polêmicos.
Yusuff Adebayo Adebisi, Chimwemwe Ngoma, Davide Campagna, Antonio Ceriello, Najim Z. Alshahrani, Anoop Misra, Abdul Basit, Cristina Russo, Tadej Battelino, Noel Somasundaram, Muhammad Yazid Jalaludin, Phuong Le Dinh, Yoshifumi Saisho, Magdalena Walicka, Venera Tomaselli, Giulio Cantone, Othmar Moser e Riccardo Polosa.
“Este estudo, baseado em uma grande amostra populacional da Escócia, demonstra que a prevalência de diabetes está mais fortemente associada ao histórico de tabagismo convencional do que ao uso de cigarros eletrônicos. Não foi encontrada evidência de associação independente entre o uso de cigarros eletrônicos e diabetes.”
Síntese baseada em pesquisas científicas, dados populacionais e análises acadêmicas sobre a nicotina, seus efeitos e o uso em produtos sem combustão, com foco em informação qualificada e debate público.