Trabalho de: Kenneth E. Warner, Ruoyan Sun, Andrew F. Brouwer e David Méndez.
Artigo original: The Lifetime Mortality Implications of Vaping and Smoking Initiated During Adolescence. American Journal of Preventive Medicine, artigo 108547, 2026.
DOI: 10.1016/j.amepre.2026.108547
Link do artigo: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0749379726002904
Publicado em: 9 de agosto de 2026
“Caso o uso de cigarros eletrônicos entre jovens afete a mortalidade prematura ao longo da vida, a projeção é de que esse aumento ou essa redução seja muito pequeno.”
Resumo
Introdução: Ainda não se sabe se o uso de cigarros eletrônicos na adolescência aumenta o risco de mortalidade prematura no futuro e, caso aumente, qual seria a dimensão desse risco.
Métodos: Este modelo de microssimulação e análise de Monte Carlo avaliou possíveis desfechos de mortalidade ao longo da vida associados ao uso de cigarros eletrônicos e ao tabagismo iniciados na adolescência. A análise considerou os 4,1 milhões de jovens que tinham 12 anos nos Estados Unidos em 2016. Os resultados de um cenário no qual os cigarros eletrônicos permaneceriam disponíveis durante toda a vida foram comparados com os de um cenário hipotético em que esses produtos nunca tivessem existido. Foram consideradas três formas pelas quais o uso de cigarros eletrônicos poderia afetar a mortalidade: (i) uso na adolescência seguido pelo tabagismo mantido na vida adulta; (ii) continuidade do uso de cigarros eletrônicos na vida adulta, sem tabagismo; e (iii) aumento da cessação do tabagismo na vida adulta entre integrantes da coorte que começaram a fumar na adolescência. Os parâmetros incluíram o risco de mortalidade associado ao uso de cigarros eletrônicos, estimado entre 5% e 30% do risco associado ao tabagismo; o aumento da cessação do tabagismo atribuído ao uso desses produtos, entre 0% e 30%; a taxa de abandono dos cigarros eletrônicos, de uma a quatro vezes a taxa de cessação do tabagismo; e a continuidade do uso de cigarros eletrônicos por um período de cinco a 20 anos após a cessação do tabagismo induzida por esses produtos. Os dados foram coletados em 2024 e analisados entre 2024 e 2025.
Resultados: Para um integrante médio da coorte, a disponibilidade de cigarros eletrônicos esteve associada a uma variação na probabilidade de mortalidade prematura ao longo da vida relacionada ao uso desses produtos: desde um aumento de 0,44 ponto percentual até uma redução de 0,06 ponto percentual. Esses resultados corresponderam, respectivamente, a uma perda de até 31,3 dias na expectativa de vida ou a um ganho de até 2,7 dias. Em duas configurações ilustrativas do modelo, as pessoas que fumavam aos 20 anos apresentaram uma probabilidade de mortalidade prematura ao longo da vida entre 7% e 8%. Entre aquelas que usavam cigarros eletrônicos, mas não fumavam, essa probabilidade variou de 0,15% a 0,84%.
Conclusões: Caso o uso de cigarros eletrônicos entre jovens afete a mortalidade prematura ao longo da vida, a projeção é de que esse aumento ou essa redução seja muito pequeno.
